Tuesday, 7 June 2016

Qual a sua forma de viver?



"Todos temos referências de pessoas que marcaram a História. Seja na política, na economia, nos esportes, nas artes ou na academia, sempre encontramos figuras que fizeram a diferença e que nos servem como ídolos. E é por sabermos que podemos também construir um legado que nós somos tão reverentes a essas personalidades. Ainda que só profundamente e mesmo que não nos lembremos disso constantemente, todos gostaríamos de sermos autores de feitos memoráveis.

Sei que é muito romântica e imatura a visão de que basta esfregar uma lâmpada para que absolutamente todos nos tornemos gênios, cada qual em sua área. Seja por determinação genética ou por condições culturais, sempre será mais desafiador para uns e, para outros, menos. Assim como nem todas as sementes que são plantadas brotam, nem todos chegaremos ao ápice. Mas tenho a clara impressão de que poderíamos estar mais avançados nisso. A aplicação de nossa firme intenção e coragem pode catalisar o nosso direcionamento para esse ideal. Muitas vezes, como nós vimos no post de quinta, A causa é você, nós deixamos de assumir a responsabilidade e minamos nossas possibilidades. A riqueza humana está aqui, está aí. O desafio é saber como agir no sentido de fazê-la florescer.

Ninguém, absolutamente ninguém, pensa igual a você. Ninguém fala igual a você. Ninguém escreve como você. Ninguém anda como você. Ninguém gesticula como você. Ninguém desenha como você. Ninguém, absolutamente ninguém, enxerga e interage com o mundo como você. Somos iguais pela nossa unicidade. Isso significa que, se você não tratar de estimular esse seu jeito único de entender a realidade, você estará privando a humanidade desse ponto de vista.

Imagine que você foi premiado com uma bolsa de estudos integral em Harvard para estudar o que você mais gosta. O mínimo que você faria seria levar a sério e dedicar-se para ser um aluno exemplar. Você precisa honrar o privilégio. Esse é um dever seu. Da mesma forma, não podemos estar dispostos a aceitar uma vida medíocre. Nossa existência não pode ser sobre cumprir procedimentos e pagar contas. Precisamos honrar essa oportunidade. Ao nascermos, recebemos do mundo um monte de energia, potencialidades e aptidões. É o nosso dever, portanto, criar o retorno desse investimento na forma de excelência, aproveitando todos esses recursos para pulverizarmos por aí aquilo que temos de melhor.

Enquanto que, para quem simplesmente faz aulas de piano, dominar bem uma partitura é tão somente algo que lhe traz satisfação, para um pianista, a mesma ação representa o cumprimento de um propósito de vida. É uma oportunidade de tocar corações e marcar aqueles que o escutam. O primeiro gosta da ideia de tocar piano. O segundo se faz inteiro com o ato. O que tem o piano como um hobbie, escolheu. O pianista foi escolhido pelo piano. 

Essa é uma diferença básica entre aquelas pessoas que fazem as coisas acontecerem e as que assistem aos acontecimentos; entre as que vivem e as que sobrevivem; entre as que utilizam as circunstâncias para construir e as que sofrem com as mesmas. É o que cria o abismo entre aqueles que deixam um legado e os que terminam a vida se lamentando pelo que não fizeram.

Dedicar-nos a uma jornada em busca dessa inspiradora forma de viver é o melhor que podemos fazer por nós mesmos e pelo mundo."

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