Monday, 29 May 2017

O eco do agir



O verdadeiro compromisso é honrado com ação efetiva. Muitas vezes nós nos comprometemos só com palavras. Declaramos que faremos, que pensamos de uma maneira, que temos tal sentimento, mas, depois, agimos em desacordo. A atitude deve, na verdade, preceder o discurso. O que fazemos ou deixamos de fazer dura, fica em registro. Um bom histórico é construído com o agir coerente.
Quando declaramos algo é porque temos a intenção de levar à cabo. Falando, reforçamo-la. E a pretensão é importante. Porém só é realmente válida quando mostrada em ação. Falar não faz acontecer. Seja no engajamento com um ideal, na construção de um projeto ou no simples horário marcado com um amigo, é sempre a atitude que vai ou não construir integração, um bom resultado ou um bom nível de confiança.
Falar é fácil, pois palavras são soltas de nossas bocas ao vento, e, nele, dissipam-se, são diluídas como um gás. Em poucos instantes já não há resquício aparente. Contudo, toda vez que professamos algo e não temos o cuidado de honrar com a nossa conduta, perdemos força. Independente de termos ou não ciência do descumprimento. E quanto mais falhamos, mais tendemos a falhar.
Uma boa forma de nos vacinarmos contra isso é assumirmos que o comportamento deve vir antes. A brincadeira é só discorrer sobre depois de já ter feito. Tratar de defender a ideia de ter um determinado hábito quando já o estivermos incorporando.
Quando o vibrar produzido pelas palavras que professamos já se gastou e só resta o silêncio, vivenciamos o vácuo de nossas atitudes. O silêncio é o espaço no qual só as ações falam. Isso é o que resta. Isso vai para cama conosco todos os dias.
Quando mostramos compromisso e firmeza por meio de ações efetivas, nosso silêncio ganha valor; nosso olhar, poder; e nossa presença, magnificência. A beleza do silêncio se mostra mediante o cultivo dessa integridade. Quanto mais a temos mais agradável é vivenciar o vazio que contém o eco do nosso comportamento.


Monday, 10 October 2016

O paradoxo do não-fazer

Não importa qual seja a desculpa, às vezes o ócio é a mais agradável escolha que temos para fazer. O paradoxo do não-fazer nos fala sobre isso.

Muitas vezes, sob a justificativa de não querer investir energia ou tempo em alguma tarefa, protelamos. E, por mais louco que pareça, é fato que deixar de resolver é mais dispendioso do que simplesmente ir e fazer.

Isso acontece porque existe uma relação direta entre o quanto resistimos a fazer algo e o quanto aquilo ocupa a nossa mente.

A tendência geral é de nos dedicarmos às coisas que temos mais vontade de fazer e ir deixando as outras sempre de lado, mas isso cria um ciclo vicioso, o qual libera boa energia quando quebrado.

Eu gosto muito de aprender com tudo. Principalmente com as coisas mais bobas do dia a dia. Pois bem, assim, a louça suja é uma grande professora de gestão de tarefas por exemplo.

O famigerado ato de deixar para lavar depois é uma boa ilustração de como adiar faz com que, na verdade, você se comprometa com um investimento maior no futuro. Quando, no dia seguinte, aquele queijo derretido já virou um só corpo com o seu prato, o que levaria 2 minutos para ser resolvido, leva 10.

Já percebeu que tudo o que você tem a resolver fica, de alguma forma, em um registro em sua cabeça? O que você assume para si mesmo habita o seu espaço mental. E funciona muito como a memória RAM do seu computador. As coisas ficam ali, latentes, consumindo potencial.

Esse período entre o compromisso criado e a sua finalização fica sugando a sua disposição. Portanto, quanto mais demoramos para agir, mais energia estamos colocando naquilo, sem estar resolvendo.

Quanto mais apresentamos resistência à realização de um afazer, mais ele estará em nossa memória mental de rápido acesso.

O paradoxo do não-fazer é fundamentado na percepção de que se você juntar todos os mínimos desgastes que ocorrem no dia a dia por você se lembrar de coisas que deveria ter feito e ainda não fez, isso resulta em uma quantidade de energia gasta muito maior do que o que seria necessário para simplesmente ir e fazer.

E quanto mais deixamos coisas de lado, mais nos acostumamos com esse comportamento, criando como um buraco negro que compromete nosso potencial.

Na vida cotidiana, o mais comum é começarmos por aquelas coisas que gostamos mais, que temos mais vontade de fazer. Acontece que, assim, o que achamos mais chato vai ficando ali por mais e mais tempo, gerando mais desgaste desnecessário. Reverter esse processo é se empoderar. 

Eu gosto de identificar qual é a coisa que está mais na minha cabeça, e começar por ela. É incrível como isso libera energia, gera disposição e entusiasmo para fazer todas as outras coisas com maior ânimo e performance.

Quando decidimos encarar de frente e resolver algo que não queremos fazer, sempre há aquele momento em que refletimos e inventamos um sem fim de desculpas e justificativas para adiar um pouco mais.

Contudo, em relação àquilo que é para ser feito – seja por determinação de outros ou por decisão própria – não há o que questionar. É simplesmente uma questão de agir. Se deve ser feito, vamos fazer ao invés de pensar em fazer.

Não agir é mais custoso do que agir. Maior o tempo que sustentamos uma pendência, maior a quantidade de tempo e energia que ela consome.

Para quebrar a inércia destrutiva e reforçar uma forma mais inteligente de lidar com as ocupações, devemos priorizar a resolução do que mais não queremos afrontar e fazê-lo sem argumentar.

Assim gosto de me exercitar. No início exige esforço, mas é só uma questão de prática.

Saturday, 17 September 2016

Alta performance pessoal e profissional




As pessoas, em geral, buscam a conquista de suas aspirações profissionais e pessoais. Mas, como alcançar seu máximo potencial? E como alcançá-lo com qualidade e estilo de vida?

Podemos pensar nas inúmeras variáveis de condução de nossas vidas, como uma abordagem interessante para resolver a equação acima. Portanto, quais variáveis deveriam ser observadas para extrair a máxima capacidade de uma pessoa? A metáfora a seguir ajuda-nos na compreensão deste conceito:

Uma semente tem grande potencial de vida, se jogada no concreto nada acontece, mas se plantada na terra, na umidade e luminosidade corretas irá atingir seu máximo esplendor. Assim somos nós, seres humanos, sempre em busca das condições perfeitas para conquistar nossa realização pessoal.

Podemos organizar essas variáveis em quatro grandes blocos que irão influenciar nossa performance: (1) foco e energia pessoal, (2) autoconhecimento, (3) boas relações humanas, (4) atitude interna.

Para endereçar todas as variáveis de cada grande bloco, precisamos de um sistema ou um método que organize uma série de técnicas e conceitos para serem executados de modo frequente e acumulativo, a fim de gerar o resultado pretendido.

No bloco (1), a ideia é incrementar a vitalidade da pessoa e seu potencial energético para gerir suas atividades em geral. É importante também aprimorar a capacidade de concentração e foco da pessoa. Já no bloco (2) o objetivo é identificar os medos, os condicionamentos e nossos padrões de comportamento para alinhá-los com suas metas. O bloco (3) endereça todo o espectro do relacionamento humano e como isso pode ajudar ou atrapalhar numa jornada. Por fim, o bloco (4) trata da atitude interna das pessoas frente aos desafios e ações do dia a dia.

Precisamos de conceitos sólidos para identificar a direção certa e de técnicas para prover o combustível e força rumo a nossa realização pessoal.


Tuesday, 6 September 2016

Sobre o (im)possível



Você já fez alguma coisa que antes considerava impossível. Se a sua resposta foi sim para esta pergunta, por que é então que você achava antes que era impossível, se foi lá e fez?

Ministrando aulas práticas eu escuto frequentemente os alunos dizerem que certas coisas são impossíveis. Seja alcançar um determinado ritmo respiratório, uma outra técnica corporal ou apenas o hábito de se praticar por 15 minutos antes de sair de casa. Mas depois de dois meses, eu vejo o mesmo aluno fazendo todas estas coisas. Me ajude a entender o que foi que aconteceu, por favor: O que foi que mudou?

Percebendo isso, concluí que o impossível é um ESTAR, e não um SER. É uma condição temporária, ilusória. O impossível só existe na mente de quem duvida de si mesmo. Por isso, pare de dizer que isso ou aquilo é impossível. NADA é impossível. Quantas coisas que estão ocorrendo com você neste exato momento parecem ser impossíveis de serem resolvidas? Existe uma resposta certa para esta pergunta. A resposta é zero!

Sente-se num lugar reservado. Faça algumas respirações profundas. Aquiete os seus pensamentos e os seus sentimentos. Deixe que uma questão surja naturalmente em sua mente, Depois, visualize e imagine a si mesmo resolvendo esta questão de uma forma completamente nova, empolgante e surpreendentemente bem sucedida. Mentalize um sucesso estrondoso :)  Se você fizer o exercício corretamente, seu cérebro perceberá o gap entre a situação real, atual e a situação imaginada. 

Ao identificar essa dissonância, seu cérebro começará a apresentar dezenas de possíveis soluções para a questão e a apontar os próximos passos necessários para alcançá-las. Fique atento e receptivo a essas sugestões intuitivas.

Ao perceber as ações necessárias, suas emoções entram na jogada: Ah! Mas isso é impossível! Isso não consigo. Isso eu não posso, essa habilidade eu não tenho, etc, etc, etc… Mentiras! 

Busque silenciar estas vozes interiores. Inverta o jogo. Confie em si mesmo e veja o sucesso.

Como diria o comercial: Impossible is nothing.



Monday, 15 August 2016

Motiva ação


Há diferentes estados que são propícios a diferentes atividades. Todos gostamos de fazer as coisas quando estamos no clima adequado de fazer aquilo. Mas muitas vezes acontece de o conjunto das condições em um dado momento não estarem alinhadas com o que precisamos fazer. Convém, então, que saibamos lidar com essa situação de modo a conseguirmos construir o estado apropriado para realizarmos o que quer que seja.

Muitas vezes acontece de não fazermos algo que temos que fazer por não nos sentirmos as circunstâncias apropriadas para tanto. Sabe quando queremos nos dedicar a alguma coisa mas todo o resto nos parece mais interessante? Nesses momentos a cama se transforma no local mais gostoso do mundo, uma série passa a ser extremamente interessante e as redes sociais se mostram cheias de novidades que não podemos perder.

Mas se dependermos disso, ficaremos passivamente esperando que aconteça de o entusiasmo, a vontade, a motivação chegue até nós. Inspiração não é algo que se espera chegar. Não é uma dádiva que aparece para poucos sem explicação em um momento inusitado. Ficar esperando o estado interno ideal para então agir não é uma boa tática. Inverter o processo é muito mais efetivo.

É mais fácil tomar uma atitude para que, a partir da ação, seja construído um estado apropriado. Para isso, precisamos não dar ouvidos ao barulho interno que tenta nos desviar do que sabemos que é o melhor a ser feito. E agir. Quando já estamos trabalhando na coisa a tendência é que o clima de inação se dissolva. O fato de ter começado a fazer já será um excelente motivo para continuar fazendo.

Vamos supor que tenhamos o projeto de correr cedo pela manhã, antes de qualquer outra atividade. Se quisermos esperar o dia em que acordamos pulando e gritando ansiosos para irmos correr logo, nunca o faremos. Mas se por alguns instantes não ignorarmos o frio, a vontade de ficar debaixo do cobertor, a preguiça, etc. e simplesmente irmos correr, sem titubear, certamente depois do quinto minuto de atividade já estaremos muito mais afim de o fazer. O próprio engajamento gera mais dele mesmo.

A forma mais inteligente de gerar inspiração para agir é através da ação.

Monday, 4 July 2016

Os erros são inevitáveis


Você comete erros? Ótimo! Você está no caminho certo.

Vamos aprender algo de uma vez por todas: os erros serão inevitáveis. Por mais que você evite esse sujeito desagradável e que esconda-se ao avistá-lo a grandes distâncias ele não irá simplesmente desaparecer.
Eis uma excelente  maneira de lidar com os erros: cometa-os, mas não permita que eles minem o seu ânimo e tornem-se o ponto principal em que a sua atenção se concentra.
O erros possuem um papel muito bem definido: fornecer lições sobre como algumas coisas funcionam ou deixam de funcionar. Aprendidas as lições é hora de seguir adiante. É hora de seguir adiante agora, nesse momento!
Thomas Edison, o mais fértil inventor de todos os tempos, disse sobre a sua criação mais importante – a lâmpada elétrica:
“Eu não falhei 3.598.749 vezes, eu errei de propósito!” ~ Thomas Alva Edison
Mais do que inevitáveis, observamos, então, que os erros são obrigatórios. Sem cometer uma quantidade suficiente deles é improvável que você atinja um grande objetivo.
Portanto, pare de sonhar com uma vida repleta de acertos e apenas alguns poucos erros. Essa vida sem erros, definitivamente, não irá criar para você o que realmente deseja viver.
Crie em você mesmo a coragem necessária para se expor aos embaraços e fracassos da vida, pois eles, pouco a pouco, irão conduzi-lo ao seu tão sonhado e perseguido sucesso.
Erre, aprenda as lições e siga adiante, essa é a fórmula!
André Valongueiro