O verdadeiro compromisso é honrado com ação efetiva.
Muitas vezes nós nos comprometemos só com palavras. Declaramos que
faremos, que pensamos de uma maneira, que temos tal sentimento, mas,
depois, agimos em desacordo. A atitude deve, na verdade, preceder o
discurso. O que fazemos ou deixamos de fazer dura, fica em registro. Um
bom histórico é construído com o agir coerente.
Quando declaramos algo é porque temos a intenção de levar à cabo.
Falando, reforçamo-la. E a pretensão é importante. Porém só é realmente
válida quando mostrada em ação. Falar não faz acontecer. Seja no
engajamento com um ideal, na construção de um projeto ou no simples
horário marcado com um amigo, é sempre a atitude que vai ou não
construir integração, um bom resultado ou um bom nível de confiança.
Falar é fácil, pois palavras são soltas de nossas bocas ao vento, e,
nele, dissipam-se, são diluídas como um gás. Em poucos instantes já não
há resquício aparente. Contudo, toda vez que professamos algo e não
temos o cuidado de honrar com a nossa conduta, perdemos força.
Independente de termos ou não ciência do descumprimento. E quanto mais
falhamos, mais tendemos a falhar.
Uma boa forma de nos vacinarmos contra isso é assumirmos que o
comportamento deve vir antes. A brincadeira é só discorrer sobre depois
de já ter feito. Tratar de defender a ideia de ter um determinado hábito
quando já o estivermos incorporando.
Quando o vibrar produzido pelas palavras que professamos já se gastou
e só resta o silêncio, vivenciamos o vácuo de nossas atitudes. O
silêncio é o espaço no qual só as ações falam. Isso é o que resta. Isso
vai para cama conosco todos os dias.
Quando mostramos compromisso e firmeza por meio de ações efetivas,
nosso silêncio ganha valor; nosso olhar, poder; e nossa presença,
magnificência. A beleza do silêncio se mostra mediante o cultivo dessa
integridade. Quanto mais a temos mais agradável é vivenciar o vazio que
contém o eco do nosso comportamento.





